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Preço do diesel apresenta leve queda em MS após nova medida do governo federal

Após 20 dias da implementação da Medida Provisória 1.349, os preços do diesel em Mato Grosso do Sul registram uma pequena redução, mas ainda distante do esperado pelos consumidores. A média de preços caiu de R$ 7,41 para R$ 7,35.
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A recente Medida Provisória 1.349, publicada pelo governo federal, visa conter a alta do diesel e já apresenta alguns reflexos nos preços praticados em Mato Grosso do Sul, embora a redução ainda seja considerada modesta. Levantamentos realizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apontam que, entre os dias 5 e 11 de abril, o litro do óleo diesel S10 custava, em média, R$ 7,41. Nesse período, o menor preço encontrado foi de R$ 7,09, enquanto o maior atingiu R$ 8,16.

Na pesquisa mais recente, realizada entre 19 e 25 de abril, a média de preços apresentou uma leve queda, passando para R$ 7,35. O valor mínimo registrado foi de R$ 6,99, e o máximo caiu para R$ 8,09. Entre os dois períodos, a redução no preço médio foi de R$ 0,06, enquanto o preço mínimo diminuiu R$ 0,10 e o máximo recuou R$ 0,07. Essas mudanças, embora positivas, não trazem alívio significativo ao consumidor final, que ainda enfrenta preços elevados.

A Medida Provisória, publicada no Diário da União no dia 8 de abril, instituiu o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, uma resposta à escalada dos preços do diesel, influenciada por fatores internacionais como os conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A proposta contempla uma subvenção de até R$ 1,20 por litro, com R$ 0,60 sendo custeados pela União e outros R$ 0,60 pelos estados que aderirem ao programa. A previsão é que essa medida tenha duração inicial de até dois meses.

O Governo de Mato Grosso do Sul já manifestou adesão ao programa, mas o impacto nas bombas de combustíveis ainda não é considerável. Em nota, o Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul) esclareceu que a subvenção não se aplica diretamente aos postos revendedores, mas sim aos elos iniciais da cadeia, como produtores e importadores. Isso implica que a transferência de preços ao consumidor final não ocorre de forma imediata, dependendo da dinâmica de distribuição e comercialização.

Outro aspecto relevante abordado pelo sindicato é a volatilidade do preço do petróleo no mercado internacional, que apresenta oscilações diárias. Além disso, a carga tributária e características regionais continuam a influenciar significativamente a formação dos preços finais dos combustíveis. Diante desse cenário, qualquer redução nos preços para o consumidor tende a ser gradual, conforme as condições do mercado se ajustam.