Líder opositora, alvo do governo Maduro, recusou-se a revelar a data exata de seu retorno ao país.
María Corina Machado, após receber o Nobel da Paz, anunciou em Oslo que levará o prêmio à Venezuela, mantendo em segredo a data de seu retorno.
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Oslo, Noruega – A líder opositora venezuelana María Corina Machado, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, declarou nesta quinta-feira (11) sua intenção de levar a honraria de volta ao seu país natal. Em sua primeira aparição pública em 11 meses, realizada em Oslo, Machado afirmou que o prêmio pertence ao povo venezuelano e será entregue “no momento oportuno”, sem, contudo, revelar a data exata de seu retorno.
A chegada de María Corina à capital norueguesa foi marcada por grande expectativa e representa um movimento de alto risco. Perseguida pelo governo do presidente Nicolás Maduro, a opositora está proibida de deixar a Venezuela e tem vivido praticamente na clandestinidade ao longo do último ano.
Sua jornada até a Noruega, que envolveu deixar o país de barco na véspera da cerimônia, conforme relatos, demonstrou a determinação da líder em receber o reconhecimento internacional.
Em meio a um cenário político complexo na Venezuela, onde a oposição enfrenta constantes desafios e repressão, a presença de Machado em solo estrangeiro para receber o prêmio é vista como um importante ato simbólico. Ela fez sua declaração a jornalistas e apoiadores reunidos no Grand Hotel de Oslo, ressaltando o significado de sua presença para a causa democrática venezuelana.
A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz ocorreu na quarta-feira (10), onde a filha de María Corina Machado aceitou a distinção em nome da mãe. A declaração de Machado em Oslo agora reforça seu compromisso com a luta interna na Venezuela, apesar das adversidades e da vigilância constante por parte das autoridades governamentais.
A expectativa em torno de seu retorno à Venezuela é grande, e a forma como este será orquestrado, considerando as restrições impostas pelo regime de Maduro, permanece uma incógnita. A promessa de Machado de levar o Nobel da Paz para casa ecoa como um grito de esperança e resistência para muitos venezuelanos que anseiam por mudanças políticas no país.