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Novo horizonte para o tênis feminino brasileiro com jovens talentos em ascensão

O tênis feminino do Brasil vive um momento promissor com a ascensão de jogadoras como Nauhany Silva e Victoria Barros, que se destacam nas categorias juvenis. Bia Haddad, apesar de ser uma referência, enfrenta desafios em sua carreira profissional.
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O tênis feminino brasileiro atravessa um período de renovação, destacando-se por meio de novas promessas que ganham espaço no cenário internacional. Bia Haddad, que se firmou como a maior referência da modalidade desde os tempos de Maria Esther Bueno, agora conta com a companhia de jovens talentos como Nauhany Silva e Victoria Barros, ambas com apenas 16 anos, além de veteranas como Luisa Stefani e Laura Pigossi, que também continuam a brilhar nas competições profissionais.

Atualmente, Bia Haddad ocupa a 69ª posição no ranking, mas tem enfrentado dificuldades nas últimas temporadas, acumulando apenas duas vitórias em 13 partidas disputadas em 2026. As únicas vitórias até o momento foram contra a catari Mubarak Al-Naimi e a portuguesa Francisca Jorge no Challenger de Oeiras, em Portugal. Enquanto isso, suas compatriotas têm mostrado resultados opostos, com Nauhany e Victoria se destacando cada vez mais.

Nauhany Silva e Victoria Barros estão fazendo história ao se tornarem as primeiras jogadoras brasileiras a figurar entre as 10 melhores do ranking juvenil da ITF (International Tennis Federation) simultaneamente. Victoria Barros ocupa a 8ª posição, enquanto Nauhany está na 10ª. As duas também protagonizaram uma final totalmente brasileira no Banana Bowl, um torneio tradicional do circuito juvenil, onde Nauhany se consagrou campeã, sendo a primeira brasileira a vencer o evento desde 1991.

Além da vitória no Banana Bowl, Nauhany Silva já havia conquistado a Brasil Juniors Cup, colocando o Brasil novamente no topo após 35 anos. Em duplas, ela também foi campeã ao lado da argentina Sol Larraya, repetindo o feito de Luisa Stefani, que havia vencido na mesma categoria em 2015, um ano antes do nascimento de Nauhany.

No cenário do tênis paralímpico, Vitória Miranda, de 18 anos, também se destaca. Em 2025, ela conquistou 10 títulos de simples e 8 de duplas, incluindo vitórias no Australian Open e em Roland Garros Júnior. Suas performances a levaram ao primeiro lugar no ranking da ITF e a tornaram a melhor tenista jovem de cadeira de rodas, uma conquista inédita para uma brasileira no Prêmio Júnior da ITF. Atualmente, Vitória ocupa a 30ª posição no ranking adulto da ITF.

Os feitos de Nauhany, Victoria Barros e Vitória Miranda sinalizam a possibilidade de uma nova era de ouro para o tênis feminino brasileiro. Com os resultados positivos nas categorias juvenis e paralímpicas, 2026 pode se tornar um ano de transformação para a modalidade no Brasil, servindo como um indicativo de que as jogadoras estão se preparando para um futuro promissor, especialmente nas duplas, enquanto aguardam uma recuperação nas competições de simples.