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Corpo de jovem boliviano é repatriado após 75 dias de espera

Após um trabalho articulado da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, o Corpo de Roberto Castellon Choque foi finalmente entregue à família na Bolívia, após 75 dias de trâmites legais.
Foto: Ônibus interestadual foi parado em posto de combustíveis em Nova Casa Verd
Foto: Ônibus interestadual foi parado em posto de combustíveis em Nova Casa Verd

A Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcias) da Prefeitura de Nova Andradina conseguiu viabilizar a repatriação do corpo do jovem boliviano Roberto Castellon Choque, de 18 anos, após 75 dias de espera. O traslado do corpo ocorreu na última quinta-feira (23) e foi resultado de um esforço coletivo para superar entraves burocráticos entre Brasil e Bolívia.

Roberto faleceu no dia 8 de fevereiro deste ano enquanto viajava em um ônibus que seguia de São Paulo para a Bolívia. O incidente ocorreu nas proximidades do distrito de Nova Casa Verde, onde o motorista fez uma parada em um posto de combustíveis após o jovem passar mal. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas ao chegarem ao local, constataram que Roberto já não apresentava sinais vitais. Após a confirmação da morte por causas naturais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Nova Andradina.

A família de Roberto, sem condições financeiras para arcar com os custos do traslado internacional, recebeu apoio da Semcias, que tomou a frente do processo de repatriação. A secretaria trabalhou intensamente para encontrar soluções que permitissem o envio do corpo, lidando com a complexidade dos trâmites legais exigidos por ambos os países.

Durante o processo de repatriação, a Semcias estabeleceu uma colaboração com o Consulado da Bolívia, que ofereceu suporte na fronteira da cidade de Corumbá (MS). A agente consular Nelly Roso e o professor David Alex Arancibia Suarez, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), também participaram ativamente das negociações, facilitando a comunicação entre as partes envolvidas.

O traslado exigiu a obtenção de uma série de documentos, incluindo certidão de óbito, laudo médico, certificado de embalsamamento, atestado sanitário e autorização consular. A empresa funerária Pax Regional de Nova Andradina foi responsável pela logística do transporte do corpo, que finalmente foi levado à Bolívia, permitindo que a família realizasse os ritos fúnebres.

O trabalho da Semcias foi amplamente reconhecido, inclusive pela cobertura de veículos de comunicação bolivianos como o Telepaís, que destacou a importância da assistência prestada à família diante das dificuldades enfrentadas.