Câmara aprova PL da Dosimetria, e Hugo Motta defende ‘virar a página’

Após aprovação do PL da Dosimetria na Câmara, Hugo Motta, presidente da Casa, defende que o país precisa "virar a página" dos eventos de 8 de janeiro.
Câmara aprova PL da Dosimetria, e Hugo Motta defende 'virar a página'

Presidente da Câmara destaca esforço por convergência em tema divisivo e busca superar polarização sobre 8 de janeiro.

Após aprovação do PL da Dosimetria na Câmara, Hugo Motta, presidente da Casa, defende que o país precisa "virar a página" dos eventos de 8 de janeiro.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou ser o momento de “virar a página” após a aprovação do projeto de lei que propõe a redução de penas para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A declaração foi feita logo após a conclusão de uma votação tensa e dividida na Casa.

O chamado PL da Dosimetria obteve aprovação na madrugada desta quarta-feira (10) por 291 votos a 148, e agora seguirá para análise e votação no Senado Federal. Em seu discurso, Hugo Motta destacou o árduo esforço da Câmara para buscar uma convergência em um tema que ele classificou como “difícil”, reconhecendo o clima de forte divisão que marcou toda a sessão.

Esforço por Convergência em Meio à Tensão

A preocupação central da Mesa Diretora, segundo Motta, foi encontrar algum ponto comum em um debate considerado “extremamente complexo”. Ele ressaltou o trabalho do relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que se empenhou na construção de uma solução política que pudesse respeitar o devido processo legal e as decisões já proferidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Procuramos encontrar um ponto de convergência acerca de um tema tão difícil. O trabalho do relator procurou fazer uma construção política para descomprimir o país”, afirmou o presidente da Casa.

Motta reconheceu abertamente que a votação transcorreu em um ambiente de forte tensão interna, com discursos incisivos tanto da base do governo quanto da oposição. Ele descreveu a sessão como “complexa, difícil, a Casa dividida, ânimos à flor da pele”, reiterando que “cada partido defendeu aquilo que entende correto dentro do jogo democrático”.

Para o presidente da Câmara, o principal objetivo da aprovação do PL é permitir que o Brasil consiga superar a intensa polarização em torno dos acontecimentos de 8 de janeiro e, finalmente, possa direcionar seu foco para pautas de interesse mais amplo da população. “A sociedade lá fora não aguenta mais ouvir esse disco arranhado.

Nós precisamos virar essa página. Precisamos entrar 2026 com novos assuntos, com novos projetos”, declarou.

A decisão, segundo Hugo Motta, não visa agradar nem o governo, nem a oposição, mas sim oferecer um caminho para casos em que as penas aplicadas possam ter sido consideradas desproporcionais. “Estamos dando ao Judiciário e às pessoas a condição de provocar uma reavaliação das penas.

Que quem teve menor importância possa voltar para casa. Sem esquecer o que aconteceu, porque foi grave, mas permitindo ao Brasil superar essa página triste.” Após suas palavras, Motta encerrou a votação e confirmou o envio da matéria ao Senado.