Os 5 erros que explicam a primeira queda do Fortaleza em 19 anos

Após 19 anos sem quedas, o Fortaleza é rebaixado para a Série B de 2026. A derrota para o Botafogo selou o destino do clube.
Os 5 erros que explicam a primeira queda do Fortaleza em 19 anos

Da final continental à queda na Série B: como o planejamento falho levou o Leão ao rebaixamento

Após 19 anos sem quedas, o Fortaleza é rebaixado para a Série B de 2026. A derrota para o Botafogo selou o destino do clube.

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O Fortaleza, que há pouco mais de dois anos vivia o auge de sua história com uma final continental, amargou o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro em 7 de dezembro de 2025. A derrota por 4 a 2 para o Botafogo, no Nilton Santos, selou o destino do Leão, interrompendo um ciclo de 19 anos sem quedas e marcando a primeira vez que o clube voltará à segunda divisão desde 2006.

A queda representa um contraste brutal com a imagem de um projeto consolidado e em ascensão que o clube vinha construindo.

A temporada de 2025 era vista como o ano de consolidação do Fortaleza na elite do futebol nacional e na Libertadores, com um orçamento recorde de R$ 387 milhões e a promessa de investimentos robustos. No entanto, o planejamento ambicioso falhou em quase todas as frentes.

A diretoria errou no perfil das contratações, na montagem do grupo e na leitura das prioridades esportivas, resultando em um elenco mais caro, mas surpreendentemente menos competitivo do que em anos anteriores.

A saída do técnico Juan Pablo Vojvoda, figura central na reestruturação e nos grandes momentos do clube, já acendia um alerta. Para sua sucessão, a aposta no português Renato Paiva não se concretizou. Em apenas 10 jogos, Paiva acumulou uma vitória, três empates e seis derrotas, com um aproveitamento pífio de 20%, além de uma eliminação na Libertadores. Sua demissão em setembro evidenciou a falta de convicção e critério da diretoria tanto na escolha quanto no tempo concedido ao treinador.

Desequilíbrio e Instabilidade nos Bastidores

O crescimento do orçamento não se refletiu em campo. O Fortaleza terminou 2025 entre os times da Série A com mais derrotas na temporada, um indicativo claro do desequilíbrio do grupo e da falta de resposta em momentos cruciais.

A ausência de contratações de alto impacto, que pudessem assumir a liderança técnica em períodos de turbulência – algo que o coletivo e o modelo de jogo compensavam em anos anteriores – deixou o time sem referências.

Além dos problemas técnicos e táticos, o rebaixamento expôs fissuras políticas e operacionais na cúpula do futebol. A saída do executivo de futebol Bruno Costa em abril, após pouco mais de um ano, em um setor considerado pilar da reestruturação, adicionou uma camada de instabilidade nos bastidores.

Essas mudanças contribuíram para a sensação de desorganização em um momento crítico.

Agora, o rebaixamento força o Fortaleza a uma profunda autoanálise. Em 2026, de volta à Série B, o clube enfrenta o desafio de decidir se o descenso será um ponto de ruptura para um modelo falho ou uma oportunidade para corrigir a rota, resgatar sua identidade esportiva e reaproximar todas as esferas do clube – elenco, comissão técnica e direção – em busca de um novo caminho.