O financiamento imobiliário em Mato Grosso do Sul apresentou um RECUO em volume no início de 2023, mesmo com um leve crescimento no número de contratos. Informações da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e POUPANÇA indicam que, nos dois primeiros meses do ano, o valor financiado foi de R$ 252,6 milhões, representando uma queda de 5% em comparação ao mesmo período de 2025, que totalizou R$ 265,9 milhões.
Apesar da diminuição no montante, o número de imóveis financiados aumentou, com 890 unidades contratadas entre janeiro e fevereiro, em relação a 871 no mesmo período do ano anterior. Isso sugere que o valor médio dos contratos foi menor, reflexo de um mercado mais cauteloso diante dos altos custos de crédito.
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Esse comportamento no mercado imobiliário de Mato Grosso do Sul segue a tendência observada nacionalmente. O crédito imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de POUPANÇA e Empréstimo (SBPE) alcançou R$ 11,8 bilhões em fevereiro, uma queda de 2,9% em relação a janeiro e uma retração de 7% em relação ao mesmo mês de 2025.
No acumulado do primeiro bimestre, o volume total financiado com recursos da POUPANÇA foi de R$ 23,9 bilhões no Brasil, uma redução de 7,6% se comparado ao mesmo período do ano anterior. A vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul, Simone Leal, destaca que a alta dos juros, influenciada pela Selic, tem dificultado o acesso ao crédito imobiliário, afastando potenciais compradores.
O economista Wagner Bertoldo aponta que há uma tendência de queda nos investimentos em bens duráveis, como imóveis, devido à estratégia de contenção do consumo por meio da taxa de juros. Em fevereiro, os financiamentos com recursos livres totalizaram R$ 1,36 bilhão no País, com uma queda de 39,9% em relação a janeiro e de 6,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Ainda em fevereiro, a captação líquida da POUPANÇA SBPE foi negativa, com saídas de R$ 4,1 bilhões, um resultado comum nos primeiros meses do ano. O saldo total das cadernetas de POUPANÇA alcançou R$ 753 bilhões, com uma leve alta de 0,1% em relação a janeiro, mas uma pequena retração de 0,54% na comparação anual.