Americanos são contra guerra na Venezuela, diz professor

Americanos se opõem a guerra na Venezuela, limitando ações terrestres, afirma professor Trevisan; intervenções aéreas ou marítimas, porém, permanecem possíveis.
Americanos são contra guerra na Venezuela, diz professor

Pesquisas de opinião pública nos EUA indicam forte resistência a uma intervenção terrestre, embora outras modalidades militares não estejam descartadas.

Americanos se opõem a guerra na Venezuela, limitando ações terrestres, afirma professor Trevisan; intervenções aéreas ou marítimas, porém, permanecem possíveis.

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A resistência do eleitorado americano a novas intervenções militares representa um obstáculo significativo para uma eventual ofensiva terrestre dos Estados Unidos na Venezuela. Essa é a avaliação do professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, expressa em entrevista ao CNN Prime Time.

Segundo o especialista, a forte oposição popular reduz drasticamente as chances de uma invasão por terra, embora não elimine completamente a possibilidade de outras ações militares.

Trevisan enfatizou que pesquisas de opinião pública são o maior impedimento para uma potencial intervenção militar americana no país sul-americano. “Mais de 80% dos americanos em geral são contra uma nova guerra, sequer sabem qualquer coisa sobre Venezuela”, afirmou o professor, citando dados do respeitado instituto Gov. Esse sentimento anti-guerra, ele ressaltou, transcende divisões políticas.

Oposição Abrangente e Possíveis Cenários

O especialista destacou que a aversão a um novo conflito não se restringe a um único grupo ideológico ou partidário. Uma pesquisa da Atlas Intel, por exemplo, revelou que o mesmo índice de oposição se mantém entre as bases trumpistas.

“Mesmo aqueles que são aguerridos, votam Trump, têm bandeira na porta, a tudo isso, não aceitariam uma nova incursão terrestre”, explicou Trevisan, sublinhando a amplitude do consenso contra uma guerra.

Apesar da clara resistência popular a uma intervenção terrestre, Trevisan alertou que isso não significa que os Estados Unidos estejam totalmente impedidos de realizar algum tipo de ação militar contra a Venezuela. Ele foi categórico: “Errado.

Podem atacar, sim. Por ar tem muita potência para isso.

Por mar tem muita potência para isso”, advertiu, indicando que o poderio militar americano permite outras modalidades de intervenção.

O professor concluiu que, além do freio interno imposto pela opinião pública, há também um freio logístico considerável para operações terrestres de grande escala. “A ação terrestre que efetivamente define as coisas é mais difícil”, disse Trevisan.

Assim, enquanto uma invasão por terra permanece improvável devido à conjunção de fatores políticos e logísticos, a possibilidade de ataques direcionados por vias aéreas ou marítimas continua sendo uma consideração real nas estratégias de política externa dos EUA em relação à Venezuela.