O sistema penitenciário federal poderá enfrentar sérios impactos a partir da próxima segunda-feira (6), devido à possibilidade de uma paralisação nacional dos policiais penais federais. A categoria decidiu, em assembleia geral, entrar em estado de greve, intensificando a pressão sobre o Governo Federal, especialmente por falta de avanços nas negociações com o Ministério da Justiça.
A mobilização pode resultar na interrupção de atividades em unidades prisionais, com a paralisação de setores não essenciais e a suspensão de até 50% das atividades essenciais. Entre as mudanças, está prevista a redução do tempo de banho de sol dos internos e limitações nas visitas familiares e atendimentos por advogados, que passarão a ser agendados apenas uma vez por horário.
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Os serviços de saúde, como atendimentos médicos e odontológicos, continuarão apenas em casos de urgência. A insatisfação da categoria é crescente em relação à condução do governo sobre a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), considerado vital para investimentos e valorização profissional.
As lideranças sindicais afirmam que o estado de greve é um alerta e pode evoluir para uma paralisação total se não houver propostas concretas do governo nos próximos dias. A pressão já levou a um diálogo com o Ministério da Justiça, mas sem soluções apresentadas até o momento.